Por esses dias estou me "fartaaaaaaando" de comer pinhão! Ai que DE-LÍ-CIAAAAAA! Comi deliciosamente sentada na grama, num bate papo maravilhoso, nesse sábado à tarde, com um monte de gente querida, e ontem à noite em pé na cozinha com a Cibele, situação não menos especial, mas bem peculiar... em pé, apertadinhas no canto da pia, muito engraçada a nossa "urgência" de comer, como se os danados fossem sair correndo de nós. Porque não sentamos pra saborear o momento com mais calma? Porque cada momento é único, né? E essas urgências... são sempre inexplicáveis mesmo!
Mas a minha viagem com o pinhão "É" uma viagem. O pinhão sempre vem numa fase boa da minha vida e eu não tenho UMA lembrança sequer de ter comido pinhão triste. Eu acho que o próprio ato de comê-lo já me inunda de felicidade, instantânea. Pinhão vem no comecinho do frio, é coisa que a gente não tem sempre, danadinho que faz a gente sentir saudade. Pinhão mora nos lugares que despertam muuuuito amor em mim: nas montanhas. Nas alturas. Onde tudo pode ser visto, onde o vento sopra com liberdade, onde o sol chega primeiro.
E eu adoro quando alguém come pinhão e lembra de mim. No meu aniversário eu sorri com taaaaaanto coração quando a Karina, amiga linda de todas as vidas, mencionou, em uma mensagem linda que ela me escreveu, que nós temos em comum o amor pela música, pela fotografia e pelo pinhão! É tão gostoso quando alguém presta atenção na gente, né? Que sensibilidade ela lembrar que eu gosto de pinhão! Eu amei isso. Certamente tivemos momentos mágicos ao redor de uma panela cheia de pinhão e com muita prosa da "mió" qualidade e ela, sensível como é, deve ter observado meu olhar de menina encantada saboreando essas gostosuras.
Tem gente que não curte pinhão pela complexidade do ato de comê-lo. Mas é essa complexidade que me apaixona... e comigo não tem essa de comer com faca, é na dificuldade mesmo que é legal! Ficar naquela surpresa de como vai ser, se vem um pinhão bom ou aquele que amarga a boca da gente de um jeito horrível... e os amargos vem mesmo de qualquer jeito, mas nada como um pinhão dos bons em seguida pra tirar essa sensação ruim. Igual a vida da gente mesmo, quem pode saber o que vem a seguir? A gente só pode saber que os bons existem e que amargo nenhum vai tirar da gente a delícia de acreditar em todo o bem que existe.
E viva a temporada de felicidade, das mais simples e mais gostosas que existem!
:)
quarta-feira, 9 de abril de 2014
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
A arte que me invade
Ouvi dizer que hoje é dia do artesão. Se não for verdade valeu pelo devaneio de hoje... rsrs... Quando vi no facebook dizendo que era, fiquei pensando nas surpresas boas e engraçadas .... e muito inesperadas que a vida manda pra gente de vez em quando. O artesanato foi uma dessas surpresas nunca imaginadas. Pois é, né? Acho que pra vida da gente dar certo e fluir com gostosura a gente tem mesmo é que não ligar e nem pensar nas nossas limitações. Quando que eu ia imaginar que minhas mãos tortinhas podiam pintar, fazer decoupagens e criar uma imensidão de coisas... é possibilidade pra mais de metro, gente! rsrs... Fico encantada e maravilhada em ver que de um pensamento, de uma ideia, intuição, de uma inspiração surge uma arte, uma peça que nunca existiu... como assim nunca existiu, né? Que coisa linda isso.
Eu sempre gostei de arte, mas nunca pensei que pudesse fazê-la! Que pudesse ter esse poder criativo. A emoção que eu sinto desde o primeiro quadro é exatamente a mesmo até hoje. Chega a ser engraçado, quando eu e a Daisy terminamos nosso dia de trabalho, ficamos um longo tempo silencioso "namorando e lambendo nossas crias", a gente se perde observando e vagando em cada "detalhezinho' e acabamos rindo uma da outra com a nossa viagem, individual, mas sempre tão compartilhada! E tudo isso é "culpa" da Daisy, minha sócia e amiga iluminada, que me apresentou esse mundo encantado do artesanato. E nunca vou poder agradecê-la à altura por tamanha bondade, porque tudo isso ( a arte) chegou numa das horas mais propícias da minha vida, quando eu mais me sentia uma ninguém. Característica ímpar do lindo do artesanato: curar as tristezas da alma.
O artesanato não é a minha fonte de renda, poderia ser que eu ia ficar beeeem feliz, mas infelizmente estamos longe de chegar à uma valorização satisfatória. Mas ele tem o incrível poder de me manter dentro de mim, de me aproximar de quem eu sou, da essência mais verdadeira, que talvez poucas pessoas tenham conhecido, mas posso dizer seguramente que é a minha melhor parte.
A Daisy me dizia sempre nos nossos primeiros tempos com nossa micro empresa "Arteiras in Box", que a pintura faz a gente esperar com mais doçura e confiança por tudo que queremos que chegue na nossa vida. Eu achava lindo quando ela dizia isso e pude comprovar a veracidade da teoria. Quando a gente se perde entre tintas, pincéis, colas, tesouras e caixas tiramos o foco de tudo aquilo que não está funcionando muito bem na vida da gente, e, ao tirarmos o foco, permitimos que o universo faça o que tem que ser feito. É uma alquimia, das mais bonitas que já vi.
Por isso hoje, no dia ou não do artesão, o meu melhor abraço, mais apertado e mais cheio de gratidão, vai pra querida Daisy que fez e continua fazendo uma bela obra de arte na minha vida!
E é claro parabéns pra todos os artesãos, artistas, músicos, desenhistas e outros de qualquer profissão, que tem a imensa felicidade de criar com a própria alma! E por isso, ganham de presente uma alma curada!
Beeeeijos!
:)
Eu sempre gostei de arte, mas nunca pensei que pudesse fazê-la! Que pudesse ter esse poder criativo. A emoção que eu sinto desde o primeiro quadro é exatamente a mesmo até hoje. Chega a ser engraçado, quando eu e a Daisy terminamos nosso dia de trabalho, ficamos um longo tempo silencioso "namorando e lambendo nossas crias", a gente se perde observando e vagando em cada "detalhezinho' e acabamos rindo uma da outra com a nossa viagem, individual, mas sempre tão compartilhada! E tudo isso é "culpa" da Daisy, minha sócia e amiga iluminada, que me apresentou esse mundo encantado do artesanato. E nunca vou poder agradecê-la à altura por tamanha bondade, porque tudo isso ( a arte) chegou numa das horas mais propícias da minha vida, quando eu mais me sentia uma ninguém. Característica ímpar do lindo do artesanato: curar as tristezas da alma.
O artesanato não é a minha fonte de renda, poderia ser que eu ia ficar beeeem feliz, mas infelizmente estamos longe de chegar à uma valorização satisfatória. Mas ele tem o incrível poder de me manter dentro de mim, de me aproximar de quem eu sou, da essência mais verdadeira, que talvez poucas pessoas tenham conhecido, mas posso dizer seguramente que é a minha melhor parte.
A Daisy me dizia sempre nos nossos primeiros tempos com nossa micro empresa "Arteiras in Box", que a pintura faz a gente esperar com mais doçura e confiança por tudo que queremos que chegue na nossa vida. Eu achava lindo quando ela dizia isso e pude comprovar a veracidade da teoria. Quando a gente se perde entre tintas, pincéis, colas, tesouras e caixas tiramos o foco de tudo aquilo que não está funcionando muito bem na vida da gente, e, ao tirarmos o foco, permitimos que o universo faça o que tem que ser feito. É uma alquimia, das mais bonitas que já vi.
Por isso hoje, no dia ou não do artesão, o meu melhor abraço, mais apertado e mais cheio de gratidão, vai pra querida Daisy que fez e continua fazendo uma bela obra de arte na minha vida!
E é claro parabéns pra todos os artesãos, artistas, músicos, desenhistas e outros de qualquer profissão, que tem a imensa felicidade de criar com a própria alma! E por isso, ganham de presente uma alma curada!
Beeeeijos!
:)
domingo, 16 de fevereiro de 2014
Chuva, chuvinha, chuvão!
Já fiquei seis meses sem chuva uma vez na minha vida, nos meus tempos quentes matogrossenses. Imagine o quanto isso pode ser desesperador! E pode apostar, é. Em todo despertar a primeira solicitação feita em oração era sempre pra que a danada da chuva parasse de "graça" e desse logo as caras. Maaaaas, sobrevivemos. Agora no começo do ano vivemos uma pequena porcentagem da primeira escassez enlouquecedora, e sabe que pra mim foi ruim, mas não fez nem "cosquinha"! Sabe por que? Porque tudo de muito difícil que passamos na vida nos torna um pouco (ou muito) imunes a outros sofrimentos e aos muitos tipos de escassez que enfrentamos na vida. A vida vai engrossando a "casca" da gente, né? rs... é bem por aí.
Quando percebi os primeiros pingos da chuva que vieram pra nos dar um gostoso fim de semana de aconchego e frescor, lembrei dessa comparação... aquela sensação de que tudo passa, de que as aflições que mais apertam nosso coração tem dia marcado para cessarem, do mesmo jeito que a chuva chega de mansinho sem avisar o dia que vem.
A chuva falha pra gente sentir falta dela! E falha porque é assim que tem que ser, e no fim das contas tudo isso tem seu valor.
O cheiro de poeira dos primeiros pingos, o barulhinho bom, o aconchego do cobertor e a delícia de se perder num dia molhado. A espera disso escassez nenhuma rouba da gente. Respirar e sentir paz. Abrir os olhos e ver a chuva e saber que o ciclo de tudo que é vivo, de tudo que é nosso, começa e se encerra sempre pra nossa evolução, em todos os sentidos.
Quando percebi os primeiros pingos da chuva que vieram pra nos dar um gostoso fim de semana de aconchego e frescor, lembrei dessa comparação... aquela sensação de que tudo passa, de que as aflições que mais apertam nosso coração tem dia marcado para cessarem, do mesmo jeito que a chuva chega de mansinho sem avisar o dia que vem.
A chuva falha pra gente sentir falta dela! E falha porque é assim que tem que ser, e no fim das contas tudo isso tem seu valor.
O cheiro de poeira dos primeiros pingos, o barulhinho bom, o aconchego do cobertor e a delícia de se perder num dia molhado. A espera disso escassez nenhuma rouba da gente. Respirar e sentir paz. Abrir os olhos e ver a chuva e saber que o ciclo de tudo que é vivo, de tudo que é nosso, começa e se encerra sempre pra nossa evolução, em todos os sentidos.
domingo, 6 de outubro de 2013
Mostra cultural - orgulho da nossa gente!
Semana passada eu participei da abertura de mais uma edição da Mostra Cultural de Pedralva, que foi marcada por uma deliciosa serenata pelas ruas da cidade. Fiquei muito emocionada em cantar pelas ruas da "Pedralina", embaixo de um céu lindo, lindo, com pessoas tão queridas num coro cheio de bons sentimentos... o coração ficou exaltado, cheio de paz e alegria... enfim, até pensei em escrever um post, mas esperei pra Mostra rolar, que eu escrevia depois. Mas não dá pra esperar mais essa coisa linda terminar pra contar pro cêis o que eu senti. Pra quê economizar palavras quando elas estão loucas pra sair de dentro da gente, né messs?
Ontem, no segundo final de semana da Mostra Cultural, rolou o Festival da Canção. Pára tudo. Gente, o que foi aquilo? Que ES-PE-TA-CU-LAAAAAAAAAAAAAAAAAAAR!! Que delícia ver a nova geração chegando aí com tanto talento e "jeito pra coisa". Exalando tanto sentimento bom. Sabe, eu vou confessar uma coisa, eu tenho uma relação muito conflituosa com Pedralva. As vezes eu amo muito, até exageradamente (chegando à beira do bairrismo) e outras me dá nos nervos viver aqui. Acho que todo mundo que já morou tempos fora tem um pouquinho disso, né? Mas quando eu vivo uma noite como a de ontem meu ser fica completamente inundado pela confiança de estar fazendo a coisa certa. Eu não poderia estar vivendo em outro lugar que não fosse nessa cidade, que é linda principalmente pelas pessoas que a habitam. Eu tinha que estar no meio de gente sensível, que gosta de mostrar que gosta, que abraça apertado, que se importa... que vive a arte de um jeito diferente. Estar ali no Festival, ouvindo o que eu ouvi e encontrando as pessoas queridas (muitos abraços deliciosos) que fazem o sucesso dessa cidade e deste evento, é meio que "voltar o namoro" com Pedralva, voltar a acreditar em tudo de bom e de bonito que o lado sombra da city encobre.
Olha, e que bom que a gente tem gente que "arregaça as mangas" e faz as coisas aconteceram aqui! Muitos aplausos pro Rafa, Dio e João Cesar que organizaram tudo com tanto coração e comandaram os voluntários que trabalharam no festival com maestria! Cada um é sempre importante, cada pessoa que se doa um pouquinho pra coisa acontecer lindamente faz parte do sucesso, que tocou tanta gente ontem. É essa liga maravilhosa que faz a diferença!
E para os compositores e interpretes de ontem... que coisa linda, viu? Muitos, muitos, muitos, muuuuuitos parabéns meeeeeeeeeeesmo! Cada apresentação teve sua magia e todas merecem reconhecimento, independente de premiação.
E o gostoso disso tudo é saber que TEM MAIS! Fim de semana que vem vamos todos pra praça, vai ser lindo, principalmetne porque eu sei que vai ter um monte de gente dedicada trabalhando muito pra isso. Aproveito aqui o post pra divulgar a programação, quem ainda não provou o gostinho de ter orgulho da nossa gente, está em tempo!
Deixo aqui meu beijão pra todos os envolvidos e minha gratidão por viverem resgatando o meu amor por essa terra!
Ontem, no segundo final de semana da Mostra Cultural, rolou o Festival da Canção. Pára tudo. Gente, o que foi aquilo? Que ES-PE-TA-CU-LAAAAAAAAAAAAAAAAAAAR!! Que delícia ver a nova geração chegando aí com tanto talento e "jeito pra coisa". Exalando tanto sentimento bom. Sabe, eu vou confessar uma coisa, eu tenho uma relação muito conflituosa com Pedralva. As vezes eu amo muito, até exageradamente (chegando à beira do bairrismo) e outras me dá nos nervos viver aqui. Acho que todo mundo que já morou tempos fora tem um pouquinho disso, né? Mas quando eu vivo uma noite como a de ontem meu ser fica completamente inundado pela confiança de estar fazendo a coisa certa. Eu não poderia estar vivendo em outro lugar que não fosse nessa cidade, que é linda principalmente pelas pessoas que a habitam. Eu tinha que estar no meio de gente sensível, que gosta de mostrar que gosta, que abraça apertado, que se importa... que vive a arte de um jeito diferente. Estar ali no Festival, ouvindo o que eu ouvi e encontrando as pessoas queridas (muitos abraços deliciosos) que fazem o sucesso dessa cidade e deste evento, é meio que "voltar o namoro" com Pedralva, voltar a acreditar em tudo de bom e de bonito que o lado sombra da city encobre.
Olha, e que bom que a gente tem gente que "arregaça as mangas" e faz as coisas aconteceram aqui! Muitos aplausos pro Rafa, Dio e João Cesar que organizaram tudo com tanto coração e comandaram os voluntários que trabalharam no festival com maestria! Cada um é sempre importante, cada pessoa que se doa um pouquinho pra coisa acontecer lindamente faz parte do sucesso, que tocou tanta gente ontem. É essa liga maravilhosa que faz a diferença!
E para os compositores e interpretes de ontem... que coisa linda, viu? Muitos, muitos, muitos, muuuuuitos parabéns meeeeeeeeeeesmo! Cada apresentação teve sua magia e todas merecem reconhecimento, independente de premiação.
E o gostoso disso tudo é saber que TEM MAIS! Fim de semana que vem vamos todos pra praça, vai ser lindo, principalmetne porque eu sei que vai ter um monte de gente dedicada trabalhando muito pra isso. Aproveito aqui o post pra divulgar a programação, quem ainda não provou o gostinho de ter orgulho da nossa gente, está em tempo!
Deixo aqui meu beijão pra todos os envolvidos e minha gratidão por viverem resgatando o meu amor por essa terra!
terça-feira, 1 de outubro de 2013
Desamor próprio... quem nunca?
Pensando aqui... quantas vezes negamos amor a nós mesmos sem nem perceber, e o que é pior, sem nem querer. Negar amor pra gente mesmo às vezes vem mascarado, escondidinho atrás de coisas aparentemente boas, muito boas, gostosas, muuuuuito gostosas ( e são tantas, né?) ... sensações, prazeres, gula, excessos, alegria efêmera, com hora marcada pra terminar. Nunca tinha parado pra pensar nas infinitas formas de desamor e hoje na ginástica me veio isso na "caixola" e fiquei muito afim de escrever sobre... sem querer dar lição de moral e pregar a necessidade de amor próprio. Longe disso. É só uma auto análise compartilhada.
Negamos amor pra gente quando não cuidamos do nosso corpo, da nossa saúde, comendo e bebendo excessivamente, ignorando os sinais do nosso organismo de que o "entrar" está passando dos limites. Frequentemente estamos nos desrespeitando, seja pela boca, pelos ouvidos, pelos olhos e por todos os nossos sentidos. Comendo alimentos sem qualidade, ouvindo assuntos desnecessários que não nos acrescentam nada de positivo pra vida, vendo porcarias na televisão e internet e, assim, nos permitindo viver a violência desenfreada que assombra a sociedade, deixando assim levar-nos pela energia coletiva, às vezes tão densa e desequilibrada, que anda dominando o mundo ultimamente. Lembrando que viver nessa energia ruim é uma escolha, e se é uma escolha , é também uma forma de desamor.
Nos desamamos quando toleramos pessoas que nos fazem mal, quando insistimos na convivência doentia. Quando vamos contra nossa vontade própria só pra agradar aos outros. O amor falta também quando nos boicotamos, deixando de tentar um novo amor, deixando de arriscar uma nova história. Nos distanciamos de nós mesmos quando nos achamos incapazes de conquistar, de surpreender, de despertar sentimentos nobres em outras pessoas.
A gente não se ama quando permitimos que as pessoas nos desrespeitem, brinquem com os nossos mais verdadeiros sentimentos... quando embarcamos em "barcas furadas" sabendo que aquele barco não tem a menor condição de navegar num rumo que vai nos trazer paz, alegria e amor, mas mesmo assim embarcamos, pelos míseros momentos de aventura e prazer que o começo da viagem vai nos proporcionar. E o trecho que vale à pena às vezes é tãããão pequeno! Enganamos à nós mesmos, nos iludimos e provamos com isso o quanto não nos amamos. Nossa, pensando assim eu vejo o quanto já me desamei... eu permiti todo o mal que já me atingiu. Como que a gente deixa, né? Muitos auto-boicotes.
Mas tá bom, as coisas já melhoraram bem, hoje não permito mais... ou melhor, faço pelo menos um grande esforço pra não permitir que o desamor faça mais parte dos meus dias. São quase dois anos de mudanças nos meus hábitos, umas até radicais, e eu reconheço, não é mesmo fácil mudar, não é fácil se amar, mas se a gente não tenta, não vamos saber nunca o que é ter uma vida equilibrada. Hoje eu cuido e amo meu corpo como nunca tinha amado, me alimento bem (parei de comer carne, o que está sendo muito benéfico, diferente e surpreendentemente bom em muitos sentidos!), faço atividades físicas regularmente, respeito minhas preciosas horas de sono, cuido do meu bem estar espiritual, medito, rezo e confio que estou num caminho bom e saudável.
Olha só, hahaha... parece que estou fazendo propaganda de mim mesma... mas não é de mim, viu quem está lendo? É pra mim! Escrevendo eu vou encontrando respostas... já avisei lá em cima que é só uma auto análise compartilhada... rsrsr...
Mas analisar isso tudo e chegar à algumas conclusões é assim... como posso dizer? Hum... é um sopro de novos tempos, de alegria real, de liberdade de ser, de amar... de se amar! E eu me olho nesse momento e começo a perceber que está iniciando uma deliciosa paquera minha comigo mesma... e eu aqui torcendo pra virar um relacionamento daqueles bem bons! Vai virar! O casório vai ser o MÁXIMO! :)
E é isso...eu vejo que a vida não é perfeita, nada é sempre igual, os dias não vão ser sempre bons, mas podem ser saudáveis e equilibrados, se a gente aprender a se amar... de preferência assim...
LOU-CA-MEN-TE!
Negamos amor pra gente quando não cuidamos do nosso corpo, da nossa saúde, comendo e bebendo excessivamente, ignorando os sinais do nosso organismo de que o "entrar" está passando dos limites. Frequentemente estamos nos desrespeitando, seja pela boca, pelos ouvidos, pelos olhos e por todos os nossos sentidos. Comendo alimentos sem qualidade, ouvindo assuntos desnecessários que não nos acrescentam nada de positivo pra vida, vendo porcarias na televisão e internet e, assim, nos permitindo viver a violência desenfreada que assombra a sociedade, deixando assim levar-nos pela energia coletiva, às vezes tão densa e desequilibrada, que anda dominando o mundo ultimamente. Lembrando que viver nessa energia ruim é uma escolha, e se é uma escolha , é também uma forma de desamor.
Nos desamamos quando toleramos pessoas que nos fazem mal, quando insistimos na convivência doentia. Quando vamos contra nossa vontade própria só pra agradar aos outros. O amor falta também quando nos boicotamos, deixando de tentar um novo amor, deixando de arriscar uma nova história. Nos distanciamos de nós mesmos quando nos achamos incapazes de conquistar, de surpreender, de despertar sentimentos nobres em outras pessoas.
A gente não se ama quando permitimos que as pessoas nos desrespeitem, brinquem com os nossos mais verdadeiros sentimentos... quando embarcamos em "barcas furadas" sabendo que aquele barco não tem a menor condição de navegar num rumo que vai nos trazer paz, alegria e amor, mas mesmo assim embarcamos, pelos míseros momentos de aventura e prazer que o começo da viagem vai nos proporcionar. E o trecho que vale à pena às vezes é tãããão pequeno! Enganamos à nós mesmos, nos iludimos e provamos com isso o quanto não nos amamos. Nossa, pensando assim eu vejo o quanto já me desamei... eu permiti todo o mal que já me atingiu. Como que a gente deixa, né? Muitos auto-boicotes.
Mas tá bom, as coisas já melhoraram bem, hoje não permito mais... ou melhor, faço pelo menos um grande esforço pra não permitir que o desamor faça mais parte dos meus dias. São quase dois anos de mudanças nos meus hábitos, umas até radicais, e eu reconheço, não é mesmo fácil mudar, não é fácil se amar, mas se a gente não tenta, não vamos saber nunca o que é ter uma vida equilibrada. Hoje eu cuido e amo meu corpo como nunca tinha amado, me alimento bem (parei de comer carne, o que está sendo muito benéfico, diferente e surpreendentemente bom em muitos sentidos!), faço atividades físicas regularmente, respeito minhas preciosas horas de sono, cuido do meu bem estar espiritual, medito, rezo e confio que estou num caminho bom e saudável.
Olha só, hahaha... parece que estou fazendo propaganda de mim mesma... mas não é de mim, viu quem está lendo? É pra mim! Escrevendo eu vou encontrando respostas... já avisei lá em cima que é só uma auto análise compartilhada... rsrsr...
Mas analisar isso tudo e chegar à algumas conclusões é assim... como posso dizer? Hum... é um sopro de novos tempos, de alegria real, de liberdade de ser, de amar... de se amar! E eu me olho nesse momento e começo a perceber que está iniciando uma deliciosa paquera minha comigo mesma... e eu aqui torcendo pra virar um relacionamento daqueles bem bons! Vai virar! O casório vai ser o MÁXIMO! :)
E é isso...eu vejo que a vida não é perfeita, nada é sempre igual, os dias não vão ser sempre bons, mas podem ser saudáveis e equilibrados, se a gente aprender a se amar... de preferência assim...
LOU-CA-MEN-TE!
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
Desconhecida íntima
Meses de silêncio... sumi, né? Pois é... tem umas fases que não consigo escrever. Eu acho que são as fases que sumo do blog e de mim também. Outro dia olhei no espelho demoradamente, olhei, olhei, olheeei e não me vi, até falei pra fulana que tava me olhando: "ei, devolve a Ana que você engoliu! Cadê ela?". E é desse jeito mesmo, tem tempos que a gente se perde, se desconhece tanto, vai vivendo automaticamente, já não ri, não fala muito, não vê direito a vida que tá acontecendo lá fora, num lugar tããão distante do mundinho restrito que nos engole e nos insere numa solidão apática, sem cor e sombria. Quando identificamos essa fase robótica, se não damos bola.... hummmm, tem um longo precipício pela frente com desfechos que podem ser bem desastrosos. E tristes... bem tristes.
Quando a gente se desconhece, temos saudades de quem achamos que "fomos" e deixamos de ver graça nas coisas, nas pessoas, na gente mesmo. Quem nunca se sentiu assim, né? E quando estamos vivendo essa parte chata do pacote da vida, que não é só cor de rosa, o universo manda mil sinais para mostrar a beleza de tudo, para mostrar o caminho pra gente se reconhecer e se encontrar, sinais que a gente insiste em ignorar até que... um vento, um rio, um sorriso, um abraço, um ombro, uma luz nos faz acordar! Ufffa... que alívio sair deste pesadelo! Quando não acontece esse despertar a morte se apropria lentamente... porque viver longe de si, da essência que somos, sem ver graça numa criança arteira, sem se emocionar com uma música que te lembre um momento fantástico da vida, sem querer conversar horas com um amigo, sem rir até perder o fôlego, sem fazer planos, sem sonhar, sem ter o coração descompassado de amor... sem ousar, sem criar, sem se encantar com a natureza, com os sentimentos, com Deus... é não viver. O sumiço destes desejos e sentimentos apagam, gradualmente, a cor da nossa alma.
Pedir socorro e colo não é vergonhoso, pode ser libertador, terapêutico... pode curar. Não é feio se perder, feio é não querer mais se achar. Consegui escrever hoje, isso pra mim é o começo da volta pra casa. Aos pouquinhos vou me achando e no espelho a moça que vejo já não é tão desconhecida assim... já me vejo lá, mas não gosto de tamanha seriedade. E só de não gostar já tá "morto de bom"! Não gostar de tanta seriedade é abrir os braços pra alegria voltar, mesmo que esteja longe e demore pra vir.
E só de pensar que ela vai vir... e que tudo vai passar, já sinto a Ana de sempre sorrindo aqui dentro, louca pra dar umas boas gargalhadas!
terça-feira, 4 de junho de 2013
Demonstrações silenciosas
Às
vezes é difícil entender os outros. É difícil porque nos baseamos, ao olharmos
para eles, na nossa maneira de olhar o mundo. Esquecemos que cada um é um ser
singular, com as próprias ideias, sentimentos e jeito de ser. Eu confesso que
demorei a entender o Jorge, marido da minha querida irmã (Cristiana). Ele não
era muito de demonstrar afeto, não abertamente do jeito que “eu achava” que era
o ideal e aí eu ficava pensando: “porquê será que ele é tão caladão e fechado
assim?”. E com o passar dos anos esse meu conceito foi se dissolvendo e, foi
justamente no dia em que ele morreu, que eu entendi tudo.
O
jeito do Jorge demonstrar afeto era muito mais autêntico e verdadeiro do que
palavras soltas ao vento. Ele nos agradecia e demonstrava o que sentia nos
oferecendo as coisas que ele realmente amava fazer, como um belo de um frango
caipira e muitos outros pratos, que ele preparava como ninguém! Ele vivia nos
chamando pra almoçar na casa dele e, com o tempo, eu pude perceber o seu olhar
de satisfação vendo a gente saborear as delícias que fazia. Era visível o
contentamento!
O meu jardim também ele adorava cuidar, tinha tanto jeito com a
terra que tudo que plantava nascia que era uma beleza! Hoje no sítio onde eu
moro temos várias árvores frutíferas plantadas pelo Jorge, um pedacinho dele
que teremos até o fim de nossas vidas. Demonstrações silenciosas e originais.
Uma
grande lição pra mim. As pessoas se doam do jeito que elas sabem, do jeito que
podem, do jeito que são... e eu, apesar de toda visão limitada, aprendi com ele
que o bonito da vida é mesmo a gente aceitar os outros do jeito que são e
descobrir o quanto são verdadeiras e importantes as infinitas e imperceptíveis
formas de amar.
E
pensando nele, em todas suas qualidades e nesse jeito simples de amar, escrevi essa
reflexão, no dia em que o Jorge nos deixou:
... “Mas o que é uma vida bem vivida afinal?
Talvez seja criar galinhas caipiras, patos e gansos com tanto amor como se
fossem gente, fazer mudas de árvores com uma habilidade admirável que não tem
pé que não cresça, amar a terra, cuidar da terra...
plantar e colher com sucesso. Talvez seja cuidar dos filhos para que eles
cuidem de nós, com amor e dedicação, até o fim... ter muitos amigos que nos
amam, ter um trabalho pra se dedicar com afinco... adorar pescar... amar
cozinhar e fazer um frango caipira tão gostoso que ninguém faz igual... saber
escolher uma companheira que na dificuldade vai estar do seu lado pro que der e
vier, até o último suspiro... Talvez seja gostar de tomar uma
"pinguinha", porquê não?... Talvez seja morrer em paz por cumprir sua
missão nesse mundo, rodeado pelos filhos, esposa, mãe, amigos e todos que o amam,
mesmo que não seja fisicamente...
O Jorge nos deu um "até breve"... morreu sereno, sem sofrer, rodeado pela família e amigos. Em paz!
Se despediu da vida bem vivida... sem espaço para nenhum "talvez".
Agradecemos a todos pelas orações, atenção e carinho”.
Obrigado por tudo, Jorge!
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