quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Coisas boas pra fazer na chuva


Hoje, como faço todos os dias da semana, acordei seis da matina, com o sol saindo todo faceiro. Tava tão lindo que resolvi fazer uma coisa diferente e inédita na minha vida na roça, botei um biquíni e passei um tempinho pegando as boas energias do sol da manhã, e de quebra, ganhando uma "corsinha" pra ficar com uma carinha de saúde, né mess? rsrs... O céu tava azul maravilhoso, com poucas nuvens ralas e em formatos artísticos lindos cortando a imensidão celeste. Fiquei uma horinha só e fui tomar banho pra começar a trabalhar. No banho fiquei pensando: "ai que delícia, vou repetir a dose em todos os dias desse feriado".

Quando saí do banho observei que as nuvens "ralinhas" tinham engordado consideravelmente, e se multiplicavam numa velocidade incrível. Ô burro! Nunca vi uma mudança de tempo tão rápida! Dei uma espiada na previsão do tempo e chuvaaaaaaaaaaaaaaa, hoje, sexta, sábado e domingo... ô louco! Que chuva gulosa! E assim o meu cobiçado solzinho do feriado foi literalmente por água abaixo.

Que pena! Tinha pensado em tantas coisas pra fazer ao ar livre nesse feriado! Sair pra fotografar, ir numa cachoeira, tomar sooool... enfim... Mudanças de planos, né? E o que dá pra fazer na chuva? hum... dá pra trabalhar, já tô bem atrasadinha com meu livro mesmo, sem sol vai ficar até mais fácil ficar presa em frente ao computador. "Ah nããão, descansa um pouco!!!!!!!!", a tagarela que mora aqui na "caxola" já gritou estridente! rsrsr...

Então vamos inventar o que fazer.
O que dá pra fazer?

Dá pra ver filminho comendo pipoca. Dá pra ler quietinha deitada na cama. Chamar os amigos queridos pra fazer uma comidinha gostosa, juntos. Pros sortudos, dá pra namoraaaaaar! Hum...tem coisa mais gostosa que namorar com barulhinho de chuva? rsrsr... porééééééém, pra quem não é sortudo, dá pra dormir. Dormir com chuva também é bom demais!!! Dá também pra tomar um belo de um banho de chuva, por que não? Brincar no barro e lembrar os tempos de criança. Dá pra só parar e ficar observando a chuva cair, pra organizar os pensamentos. Dá pra ligar praquela pessoa que você tá morrendo de saudade, e gastar tempo botando as novidades em dia (no feriado a ligação é mais barata!! Aproveite!). Dá também pra ficar sozinho, quietinho no seu canto, caso não seja uma boa fase, é o mais indicado. Mas dá pra badalar num barzinho lotado, porque do lado de fora num dá pra ficar por causa da chuva (futuro do Bar do 2 nesse feriado!). Dá pra usar e abusar da criatividade. Mas dá mesmo é pra deixar a vida acontecer do jeito que tem que ser.

Ah, quer saber? Que venha a chuva. Seja lá o que for, que seja da melhor forma.
Vamos fazer do limão uma bela limonada, ou, se preferir, uma caipirinha! Caipirinha com chuva é ótimo!!! rsrs...

Bom feriado chuvoso pra todos!
Muitos beijos molhados!!! rsrs...


..."Que a chuva caia

Como uma luva
Um dilúvio
Um delírio
Que a chuva traga
Alívio imediato"...

(Engenheiros do Hawaii)

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Repartindo o que é bom!


Gente querida, tenho trabalhado queném louca nos últimos dias. Preciso terminar meu livro em um mês e ainda falta um capítulo, bem grandinho, por sinal. Só que eu não dou conta de escrever sem parar porque simplesmente eu não sou uma máquina, né? rsrs... E tô com tanto carinho com este trabalho, que até mesmo para não comprometer a qualidade da história que estou contando (que eu quero que seja linda!), eu TENHO que fazer alguns intervalinhos pra espairecer durante o dia. Nos intervalos entro no facebook, posto fotos, navego na internet um "cadim" e vou sempre ler um blog que eu acho muito legal, que se chama "De Coração a Coração", são textos espiritualistas, holísticos, enfim...eu super indico:  http://stelalecocq.blogspot.com.br/).

Hoje li um texto muito legal e fiquei com vontade de repartir com vocês, afinal de contas, o que é bom a gente tem mais é que mostrar, trocar, indicar, fazer... enfim, nada de "ridiqueza"! rsrsr...

Beijo grande pro cêis e espero que gostem e que, de alguma forma, a leitura possa ser útil. Eu gostei muito! Vamos parar com esse negócio de fugir da gente mesmo, né? Isso atrasa tanto a nossa evolução!

Boa leitura!


A FUGA DE SI MESMO
Por Kàmy Quàlity 



É possível alguém fugir de si mesmo?

É uma pergunta estranha, e quero comentar o que tenho observado ultimamente nos atendimentos na clínica, no Centro Espiritualista que trabalho e em conversas com as pessoas.

Vejo pessoas acometidas pela depressão, pela síndrome do pânico, pelo transtorno de ansiedade, doentes de diversas enfermidades, angustiadas. Consumindo drogas lícitas, de tarja preta.

Outras tantas pessoas, mergulhadas nos jogos virtuais pelo celular, pelo vídeo ou pela internet, deixando de pensar, de viver, de sentir, de ser quem veio ser, deixando sua existência transcorrer, perdendo a grande oportunidade que é a vida.

Tem os fanáticos pelos inúteis programas de TV, pelos jogos de futebol que deveria ser uma distração e passou a ser um campo de energias densas e ruins, pela má influência das novelas, pela lamentável repercussão dos realities shows, com energias vibracionais baixíssima, penetrando nos lares e nos campos energéticos das pessoas.

Com tantas más informações sendo despejadas, percebo que muitas pessoas aproveitam e mergulham nessa onda, por diversos motivos: alguns querem ser esquecidos, quando focam sua atenção no mundo virtual e ilusório, outros querem chamar a atenção para si, mas percebo que há algo em comum em todos elas, pois emitem mensagem subliminar: pedindo socorro.

Alguns querem ser vistos, notados, amados ou chamar a atenção para as suas carências, frustrações e até esquecerem-se do que viveram ou vivem. Outros querem estar na moda para serem aceitos. Entretanto, o fazem da pior maneira, se autodestruindo, se desconectando com a realidade e se afundando cada vez mais nas ilusões.

Com tantas atividades autodestrutivas sendo praticadas pelas pessoas e emanadas pelos meios de comunicação, percebe-se que elas querem fugir de alguma coisa que nem mesmo sabem o que é.

Querem se esquecer de algo, se esconder, não pensar nos fatos, nem falar das suas aflições, nem querem pensar nisso.

É melhor não encarar a sua verdade, o seu mundo.

Parece que tais pessoas, gritam, pedem de uma maneira ou de outra, por ajuda, mas não diretamente, pois não sabem fazê-lo, por isso agridem, aterrorizam, fogem, afastam-se, iludem-se, escondem-se de si mesmas...

É impossível esconder-se de si mesmo, por isso abafam suas aflições, escondem suas emoções, tentam calar seus pensamentos e as lembranças de fatos ruins.

Para sair disso, a única via é enfrentar a si mesmo e não fugir. É encarar sua verdade, jogar o lixo emocional fora, é rever suas posições. Buscar até se necessário as respostas em vidas passadas, rever sua infância, os dissabores e colocar tudo em ordem.

Sair do meio da multidão, afastar-se do jogo consumista, fugir dos desejos do ego que nunca se satisfará. Deve ouvir-se, sentir-se, olhar-se, agir e pedir ajuda, sem orgulho, sem vaidade, sem medo de ser feliz.

Pedir auxílio, falando e não gritando, nem se escondendo nos jogos eletrônicos, internet e celulares.

Olhando nos olhos de outra pessoa e interagindo com ela, sentindo a energia da vida, da natureza, do amor, da harmonia, dar um sentido maior para a sua existência.

As oportunidades se abrem, o Universo envia ajuda, basta estarmos atentos e buscarmos pela libertação das angústias, das aflições, da ansiedade, do sofrimento, buscar a si mesmo e descobrir o mundo maravilhoso que existe dentro de cada um.

Pare de fugir de si mesmo, ame-se, viva, encontre a verdadeira alegria dentro de si e não fora, antes que seja tarde demais.

“Não deveria envelhecer antes de ficar sábio...” – disse o bobo da corte ao Rei Lear, William Shakespeare.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Fase meleca


Ando com saudade do primeiro semestre deste ano, quando eu tava postando aqui no blog toda semana. Sumi, né? Pode saber que as coisas não vão lá tão bem, porque quando tá tudo numa boa eu fico faladeira que só, e escrevo, escrevo, escrevo... e fico melhor ainda.

Que coisa, tô sem inspiração. Tenho até vontade, mas as palavras não vem. Acho que fico encanada de passar uma coisa baixo astral pra quem me acompanha aqui... mas ao mesmo tempo o sobe e desce das fases é uma coisa tão real na vida de todo mundo, né? Que bobagem! Então vocês me dão licença porque hoje vou escrever triste mesmo.

Eu tô aprendendo que quando as coisas não estão boas é melhor ficar bem quietinha. Forçar a barra pra ficar bem, mascarar a dor e fingir que nada está acontecendo no interior da gente faz tanto mal!!! Porque podemos até posar de "felizões" na frente dos outros, mas ali na solidão não tem como mentir pra gente mesmo, num é messss? É ali na hora de dormir a grande hora da verdade, e ninguém escapa dela.

Ao meu ver, existem formas mais íntegras e eficazes de reagir do que ficar pagando de "felizão".

Leio bastante quando tô assim nessa "fase meleca", isso é bom, viu? Fico tentando buscar nos livros e em textos na internet uma mão pra me tirar do poço, e sempre encontro. É claro que precisam ser leituras edificantes, se não, você corre o risco de ler um trem sem pé nem cabeça e ficar pior ainda. Então tava lendo outro dia uma reportagem sobre a transitoriedade das coisas, mencionando o Chico Xavier, onde ele contava que tinha um cartaz escrito em cima da cama dele com os seguintes dizeres: "ISSO TAMBÉM PASSA". Olha o texto que bacana:


Isso também passa – Chico Xavier

Chico Xavier costumava ter em cima de sua cama uma placa com os dizeres:
ISSO TAMBÉM PASSA!
Perguntaram a ele o motivo… Ele disse que era para que quando estivesse passando por momentos ruins, para se lembrar de que eles iriam embora, que iriam passar, e que ele estava vivendo aquilo por algum motivo. Mas a placa também era para lembrá-lo de que quando estivesse muito feliz, não deveria deixar tudo para trás e se deixar levar, porque esses momentos de euforia também iriam passar, e momentos difíceis viriam novamente.
Todas as coisas na Terra passam.
Os dias de dificuldades passarão.
Passarão também os dias de amargura e solidão.
As dores e as lágrimas passarão.
As frustrações que nos fazem chorar, um dia passarão.
A saudade do ser querido que se vai, na mão da morte, passará.
Os dias de glórias e triunfos mundanos, em que nos julgamos maiores e melhores que os outros, igualmente passarão.
A vaidade interna, que nos faz sentir como o centro do universo, um dia passará.
A vida é feita de momentos, momentos pelos quais temos que passar, sendo bons ou não, para o nosso aprendizado. Nada é por acaso. Precisamos fazer a nossa parte, desempenhar o nosso papel no palco da vida, lembrando de que a vida nem sempre segue o nosso querer, mas ela é perfeita naquilo que tem que ser.

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Que bonito, né gente? 
Que bom que tudo passa, que a gente aprende, evolui e dá valor nas coisas que fazem bem pro nosso coração. Tomara que eu volte no próximo post mais "felizinha", mas se demorar pra passar a 'fase meleca', eu volto tristinha mesmo assim!

Beijos!


quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Alienada . Graças a Deus!

Não assisto mais televisão. Desde que decidi fazer mudanças drásticas ( e boas!) na minha vida, seguir meu coração, correr atras dos meus valores e das coisas que realmente tem importância pra mim, tomei também essa decisão de gastar melhor o meu tempo. Já fazem 7 meses e só agora paro pra pensar e analisar os efeitos que essa ruptura televisiva tem causado na minha vida. Tô super desinformada, isso é verdade, mas nunca tive noites de sono tão tranquilas e profundas em toda minha vida, nunca aproveitei tanto as minhas noites, com assuntos produtivos, educativos, harmônicos e divertidos.

Não tô sabendo de nada o que está acontecendo no mundo, nada mesmo e, confesso que às vezes dou uma bela de uma "boiada" quando converso com meu pai ou com alguma pessoa que quer repercutir notícias. Eu paro e ouço sem emitir opinião, né? fazer o quê! Julgamento de mensalão, Cachoeira não sei das quantas... quer saber? NÃO QUERO SABER. Novela então, vish! Quem que é Carminha, gente??? hahah... vejo no facebook a Adriana Esteves com uma cara de louca e penso: "coitada, tão boa atriz, passando essa imagem de insanidade pros telespectadores, que se divertem e deliram com a maldade e a desgraça alheia. Será que ela tá feliz, bem lá no fundo, em fazer este papel?". Quanta pobreza de espírito as programações disseminam pela ondas ilusórias deste veículo! E quanto tempo eu perdi!

Outro dia conversando sobre isso com um amigo muito querido que veio me visitar, o Luiz (visita ótima!), ele me falou que era pra eu me preparar, que quando tentasse assistir de novo eu não ia conseguir. Achei curioso isso e fiz o teste outro dia. Batata! Num é que me deu aflição? Não consegui parar em frente à TV de jeito nenhum, e olha que o canal nem era Rede Globo, hein? rsrs... Eu tô até um pouco chata, sabe? Às vezes vou na casa de alguém onde a televisão está ligada e dá uma vontade tão grande de ir embora logo ou de pedir pra pessoa desligar, mas é claro que eu seguro a onda, né? Hahaha... era só essa que faltava!

Então gente, que coisa engraçada, né? Passei taaaaantos anos da minha vida vivendo de informação, tendo que ler muitos jornais, viver ligada em sites de notícias na internet, em telejornais, ter que cuidar de assuntos desgastantes dos outros que, muitas vezes acabavam com minhas noites de sono, e que não tinham absolutamente nada a ver com a minha vida! Como isso tudo me desgastou! Nossa! E como a gente vai vivendo assim de qualquer jeito, infeliz, enlouquecida com tanta informação, e nem percebe? Como que a gente pode se observar tão pouco, né? É impressionante! Acho que por isso que hoje em dia as conhecidas "doenças da alma", como depressão e outras doenças psicossomáticas, fazem tanto parte da realidade humana. O cenário que se vê é caótico mesmo, gente que não se conhece, que faz o que não gosta, que engole sapo adoidado, que não respira, não se respeita, não olha pra dentro. O negócio é que é mais fácil gastar horas em frente a uma televisão do que pensar nas mazelas da vida, do que gastar 15 minutinhos pra refletir sobre o mundo íntimo. Olhar pra dentro é às vezes bem dolorido e incômodo, mas não tem coisa mais libertadora que enfrentar essa dor!

Hoje eu respiro. Eu leio. Eu saio no quintal pra ver o céu. Eu observo minhas plantinhas crescendo. Fotografo muito! Medito e fico muito sozinha. Mas bem feliz em me ter como companhia.

De uma jornalista mega bem informada para uma alienada feliz! Essa sou eu hoje. Graças a Deus!

terça-feira, 17 de julho de 2012

Uhhh! Pedrock again!


Fui conhecer o Pedrock só (infelizmente!) em 2010. O Festival começou justamente no ano em que me mudei para o Mato Grosso, e só quando voltei pras montanhas, 10 anos depois, que tive o enorme prazer em conhecer esse encontro de almas afins! Eu vinha pra Pedralva só em férias de final de ano, e como o festival acontece sempre em julho, eu tinha que ficar só na vontade. Nossa, e que vontade! No meu primeiro Pedrock eu parecia uma adolescente em "estado de perfeição", maravilhada com tanta gente querida presente no mesmo espaço, com a energia de alegria, de reencontro, de saudade sendo exterminada... de abraços, de amigos! Curti muito!

No ano passado eu já sabia como era, até pensei que a graça não ia mais ser a mesma, mas foi maior! Acho que a graça não passa, não diminui,  porque o encanto do Pedrock, pelo menos pra mim, é mesmo essa delícia de reencontrar pessoas, a vontade e alegria de estar junto.

No ano passado essa vontade extrapolou a madrugada de sábado pra domingo numa história engraçada, retratada numa crônica que escrevi pras pessoas que participaram do "acontecido". Andei lendo de novo hoje, e, como faltam poucos dias pra mais um Pedrock ( o coração já vai ficando acesoooo!!!) , fiquei com vontade de mostrar também pra vocês. Então aí vai:

O Sequestro das botas pretas

Em Pedralva acontecem coisas inusitadas. Coisas que apenas a juventude que mora dentro da gente pode explicar. Coisas de muuuuitos desejos de liberdade e um amor incondicional entre amigos, entre pessoas que se admiram e querem estar juntas além do limite da noite, do tempo e das obrigações sociais. Nunca vi em nenhum outro lugar por onde passei pessoas que fossem tão loucas...  loucas umas pelas outras.

Loucura estrapolada. Loucura declarada. Loucura jovem e sincera.

E num desses acessos de loucura, a vontade de dar continuidade aos momentos de magia de simplesmente “estar junto” se tranformou numa das histórias mais engracadas que vivi nos ultimos tempos: O SEQUESTRO DAS BOTAS PRETAS.

Fim da noite de sábado do Pedrock,  dia amanhecendo e pessoas declaradamente tontas e felizes, risadas incontroláveis e deliciosas, nos envolvendo em uma energia de leveza que parecia nos tirar da noite e nos entregar para um desfecho feliz de um dia inesquecível.

Não me lembro se o Edu nos chamou,  mas o fato é que todos fomos caminhando involuntariamente para o Jeep. Uma simples carona. Angela, Tetê, Isabela, Alessandra, Leonor, Ruth e eu, entramos no carro do Edu pra ir embora. Era o fim, o dia tinha chegado pra nos separar e dar um ponto final na noite perfeita. Bem, assim que era pra ser... mas dentro daquele carro uma energia tão intensa tomou conta da gente que ninguém queria se separar. Quando o carro saiu para o objetivo de entregar cada indivíduo visivelmente embriagado (exceção para Leonor que foi a única testemunha ocular sã da história), fui percebendo que, apesar das risadas e do falatório, uma leve tristeza tomava conta de quem tava indo pra casa. Pode ter sido impressão minha, mas pelo menos comigo tava acontecendo isso e resolvi arriscar uma sugestão:

- Edu, eu acho que a gente deveria sequestrar todas estas pessoas.
E foi o empurrão que faltava, que uniu o pensamento e a vontade de todos. Não posso negar que inicialmente houve uma certa resistência (alguém sabe me explicar porque a Leonor desceu do carro pra ir embora e entrou de volta??? )
 
Então vamos ser democráticos, né? "Quem quer ser sequestrado põe o dedo aqui!!!". hahahaha!! Resistência passageira. “ Vamo embora!”. E como num passe de mágicas ES-PE-TA-CU-LAR, a síndrome de estocolmo (aquela que as vitimas de sequestro se encantam pelos sequestradores) tomou conta de todas as vítimas do sequestro... e até a Amy Winehouse retornou do céu (ou do inferno... quem pode saber?) e se juntou a nós na ida para o cativeiro. NO NO NO!!!!

 E que cativeiro perfeito: Lagoa do Campestre... uma pintura divina, o céu deslumbrante, condições perfeitas pras viagens gostosas que pudemos ter naquela manhã.

Muitas falas engraçadas... pérolas, pérolas, pérolas! (Gente... olha a polícia com a hélice ligada!!!!) Risadas de fazer a gente quase perder o fôlego... fico me lembrando da Lê me encarar com um olhar de cumplicidade e cairmos na gargalhada, cumplicidade de saber o que a outra tava sentindo e de entender essa loucura de querer ficar junto.

Parecia um filme. Uma comédia. Uma história de amor.
Um sequestro feliz.

Manhã engraçada, leve e livre que nos fez vencer a imposição rotineira de ter que ir embora quando a noite termina. Ali naquele cativeiro nem o tempo passando nos importava. A unica coisa que importava era a presença do outro. Coisa linda, né? Coisa de amigo... Coisa de amor... Coisa de Pedralva!

Só pra constar, todas as mocinhas sequestradas estavam de botas pretas e o sequestro só terminou às nove da noite do domingo! rsrsr...
Só quem viveu pra saber como foi bom!!


Pedrock 2012, seja mega bem vindo!!!


segunda-feira, 2 de julho de 2012

Ipês para Dércio


Semana passada perdemos um grande músico admirado pela mineirada, daqueles bem "bãos", o Dércio Marques. Um poeta amante da natureza e das coisas simples e boas da vida! Fiquei triste. Dércio Marques embalou uma fase linda da minha vida, com o disco "Segredos Vegetais". Tô pra dizer que foram os momentos mais completos e bonitos, daqueles que nem que passe 100 anos, a gente não esquece, sabe? Por isso Dércio me faz lembrar de coisas verdadeiras.

Aí na sexta-feira veio um convite delicioso, ideia linda do Edu, pra gente plantar ipês na Ecovila para homenagear o Dércio. Ameeei a iniciativa, a ideia, o encontro dos ecovilenos, que andavam sumidos, a homenagem e o plantio! Por incrível que pareça consegui levar a Cibele e a Beatriz comigo. Elas quase não saem mais com a mãe (a idade!) e no sábado passamos o dia inteiriiiiiiinho juntinhas, num dia de paz, bom humor, harmonia, entrosamento... pra mim, dia PERFEITO!

O amor parece que era o sentimento dominante neste dia. Amigos queridos felizes por estarem juntos, natureza, comidinha gostosa no fogão à lenha (vaca atolada da Dilma.. hummm!), pé no chão, contato com a terra, com as mudas de árvores, renascimento! Era como se o Dércio tivesse ficado tão contente com a homenagem que resolveu convidar todos os anjos que estavam no pedaço para ficarem ali, o dia inteiro, nos enviando energias do bem!

Como que a gente precisa de pouca coisa pra ter paz e alegria, né? Eu juro que não queria estar em nenhum outro lugar diferente. Vivemos o presente ali, na concepção da palavra. Coisa que a gente deveria fazer todos os dias! Sem passado e sem futuro, só vivendo o respiro de cada momento.

O sol nos deixou deslumbrante e deu lugar pruma lua quase cheia, que chegou clareando a noite e o nosso coração. Fogueira, violão, conversa da boa, risadas e muita observação. A silhueta da Pedra Branca encheu nossos olhos de encantamento... vááááárias estrelas cadentes caíram sem que eu tivesse a sorte de ver nenhuma, mas a vibração de quem viu me afetou também. Eu não consegui ver porque fiquei enfeitiçada pelos movimentos da fogueira, a beleza da brasa... olhos ocupados. Noite ótima! Amigos lindos! Música da alma.

O presente era pra você e a gente que acabou ganhando, hein Dércio! Obrigado, viu? Obrigado por tocar minha alma, por me dar um fim de semana tão cheio de paz e por reunir as pessoas mais queridas em torno dessa linda homenagem.

Tomara que os ipês e as pitangueiras cresçam fortes e sadios, para encherem nossos olhos de beleza e, daqui uns anos, abrigarem nossa roda de viola, onde sua música será sempre lembrada com muito amor! Te desejamos muita paz, viu? Continue seguindo seu caminho com toda sensibilidade que viveu a vida!







segunda-feira, 25 de junho de 2012

Cadê o manual de instruções?


A maternidade me fez forte, completa e permite que eu viva todos os dias uma das experiências mais fascinantes dessa vida, que é ser mãe. Adoro ser mãe, mas preciso reconhecer que é beeeem difícil! É complicadíssimo você ter uma vida (no meu caso duas!!) sob sua responsabilidade para orientar, cuidar, formar o caráter, sustentar... e além disso tudo, amar incondicionalmente. Acho que o mais difícil de tudo é a falta que faz um manual de instruções, que deveria vir colado no "bumbum" destas criaturas quando nascem! Sem este manual vivemos à deriva, sem saber quando estamos errando, quando estamos acertando, se estamos estragando ou formando corretamente a pessoa. Tiro no escuro.

E pra completar o desabafo, é insano não ter uma fórmula pronta de como lidar com adolescentes! Isso enlouquece a gente! Criança é mais maleável. Se aprendemos a ter uma  autoridade saudável, nos obedecem direitinho, são amigáveis, concordam com a nossa opinião, são amorosos com os pais e nos respeitam de coração aberto, porque nos amam e parecem reconhecer todo o esforço que temos pra cuidar deles. Quase tudo lindo, porque fácil nunca é.


Mas o adolescente parece simplesmente apagar da memória o sacrifício que foi pra chegar até aqui. Impressionante! Eu tenho aqui pra mim que os adolescentes ainda não tem totalmente formado o mecanismo de notar (o famoso "desconfiômetro") como nos magoam com sua grosseria, seu silêncio e a impetuosidade. Um filho gritar com você dói mais do que tirar um dente sem anestesia. Aí é nessa hora que você se pergunta: "Jesus do Céu, onde que eu tô errando? Como eu lido com isso? O quê que eu faço? ".

Em muitos momentos me sinto impotente. Impotente porque eu sei como é ser adolescente, eu já fui uma, bem difícil por sinal... mas a experiência que tenho fica nula, quando os ouvidos se fecham. O amor que tem sobrando fica de lado, quando o coração está fechado pra receber. O conselho não tem validade e a orientação se torna implicância... não é assim mesmo?

E aí, o que resta, é pedir a Deus muita paciência, amor, resignação e pulso, pra esperar essa fase passar, e pra sairmos dela, no mínimo, mais fortalecidos.

O jeito é respirar fundo e seguir procurando fazer o melhor!