segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Lichia





Hoje no café da manhã eu me deliciei comendo as lichias que a Ângela querida trouxe ontem pra mim, de uma árvore linda lá da casa do Edu. Deliciosas! Fiquei fã da árvore (pé de lichia). Nunca tinha visto. Eu achava que era um pé pequeno que dava as frutinhas, como se fosse um pé de maracujá. E quando vi aquela árvore enooorme carregada de lichias, até suspirei! Que coisa linda de ver! O contraste do verde das folhas com o vermelho da fruta, fica uma belezura que só!



Aí hoje fiquei olhando pra fruta (viagem matinal! rsrsrs...), um vermeho tão lindo, dentro aquela "carninha" branca saborosa e... A SEMENTE! Quando fiquei analisando a semente me deu um "clic!!", vou plantá-la no meu quintal! Era uma semente grande e gordinha e me lembrei que quando conheci a árvore, a querida Tia Bel, mãe do Edu, tinha dito que as gordinhas que eram sementes boas pra plantar.



Aí fui eu plantar a semente, com toda esperança do mundo que ali realmente naça (credo, como que escreve naça... nasca, nassa? rsrsr...) uma árvore linda igual na casa da Tia Bel e que meus netinhos possam um dia se deliciar com as lichias que a vovó Ana plantou pensando neles! Hahah... que viagem! Plantei lá bonitinho e coloquei umas pedrinhas ao redor da cova, para que eu saiba onde tenho que regar. Agora é ter fé pra que dê tudo certo.



Nossa, eu acho que nunca plantei uma árvore. Plantei?... ah! realmente não estou lembrando. Acho que se tivesse plantado não teria esquecido. Que coisa, né? Aí fiquei pensando também que coisa louca que é o livre arbítrio na vida da gente. A gente pode ser tudo ou nada. O poder da escolha está conosco a cada minuto. Eu poderia ter jogado a semente no lixo e ela nunca brotaria (mas vai saber, né? De repente brotaria no Lixão e levaria um pouco de beleza praquele lugar feio) e aí eu, do nada, decidi plantá-la, dando a chance de, se tudo correr bem, ela crescer e se densenvolver. Quantas sementes de lichia, em forma de oportunidades, de sentimentos nobres, de chances de fazer o bem, de ser feliz, estamos jogando diariamente no lixo, né?



Às vezes as coisas só precisam de um empurrãozinho pra acontecer. Tudo depende da nossa escolha. De repente aparentemente uma escolha pequena, boba... mas que pode se tornar uma bela e frondosa árvore de lichia.



Muitos beijos e tenham todos uma ótima semana!

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Anjos da guarda vivos





Estamos estudando, há algumas semanas, no Núcleo de Estudos Espíritas onde frequento, o capítulo do Livro dos Espíritos (Allan Kardec) que fala sobre os Anjos Guardiões e Espíritos Simpáticos, ou se preferir, espíritos amigos. É impressionante a influência positiva que estes seres evoluídos podem ter na nossa vida, é claro, se permitirmos. Lê-se por permissão: se estivermos com uma boa vibração, se estivermos abertos e se pedirmos sua ajuda.


Estou adorando este estudo, fico contando os dias para que cheguem logo as terças e quartas-feiras para que as nossas deliciosas discussões tragam tanta luz pra nossa noite. O grupo também é um show. Uma delícia a afinidade dos participantes e a espontaneidade que todos nós conseguimos ter nos dias de reunião. Em alguns momentos nosso estudo parece até uma terapia de grupo! rsrsr... Muito bom!


O dia hoje nas montanhas amanheceu lindo, lindo, lindo!!! Eu acordei pensando no estudo de ontem e no Rafa. Ontem ele tava num daqueles dias que não vemos graça nas coisas, sabe? Falei com ele no face e já notei a "rabujisse". Aí dei um tempinho do trabalho (ai que LUXO poder fazer isso!!!) e fui buscar o Rafa pra gente tomar um café com pão de queijo. Curtimos o quintal, chupamos uva no pé, demos risada... enfim, tarde muito gostosa. Daí quando fui deixá-lo em casa o convidei pra ir na reunião comigo e ele aceitou com simpatia. E ontem foi mais uma noite de reunião harmoniosa e divertida. Que bom, né? Quando fomos embora o Rafa me falou assim: "Hoje você foi meu anjo da guarda". Que belezinha... então foi nisso que eu acordei pensando hoje.


Fiquei analisando quantos anjos guardiões vivos temos na nossa vida: um amigo, um pai, uma mãe, um irmão ou até mesmo um desconhecido. Do nada as vezes uma pessoa fala uma coisa pra gente que precisamos ouvir e dá aquele estaaaalo, não dá? E aquilo que a pessoa disse clareia imediatamente as nossas idéias. A diferença dos anjos vivos e dos desencarnados, é que os vivos ouvimos com facilidade (falaaaaaram!!!), já os desencarnados ouvimos pela intuição, por um pensamento sugestivo ou até por um sentimento harmonioso. Eu nem sei dizer quantos anjos vivos já me ajudaram nesse mundão de Deus, viu! E na maioria das vezes eles nem percebem o bem que fazem pra gente! É desse jeito!


Rafa querido, tantas vezes você também é meu anjo e de tantas outras pessoas! Esteja sempre aberto pra influência positiva dos guardiões vivos e desencarnados! Eles podem aparecer nos momentos que a gente menos espera! E se estivermos abertos, podem fazer maravilhas na vida da gente! :)


Aproveitando a carona do post, quem estiver em Pedralva e tiver curiosidade de conhecer e participar das nossas reuniões de estudo, segue o endereço e os horários:


- Núcelo de Estudos Espíritas Humberto de Campos

Endereço: Rua Coronel Machado, 278 (entrada pela garagem da casa do Sr. Antonio Fortes, no primeiro andar do prédinho).

Reuniões de estudo:



  • Terça-feira - 19h30 às 20h30 - Livro dos Espíritos

  • Quarta-feira - 19h30 às 20h30 - Evangelho segundo o espiritismo

Beijo grande, vamos curtir o soooool e que sejam muito bem vindos todos os anjos!










terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Adolescentes encantadores




Este ano completamos 14 anos de formados. Somos uma turma de profissionais adolescentes! Todos os anos, praticamente desde que nos formamos, reservamos um dia no ano para nos encontrarmos. E o legal é que é sempre emocionante!



O encontro deste ano aconteceu no sábado passado. Antes de ir pra Pouso Alegre encontrei com algumas pessoas (uma tia querida, minha irmã e uma amiga) que fizeram comentários similares chamando a minha atenção. Disseram: "Nossa, minha turma de faculdade nunca se encontrou!", a tia e a irmã. "Nossa, tivemos um encontro só e depois nunca mais. Acho que porque foi sem graça ninguém mais quis mexer com isso" , a amiga.



Ai fui pra Pouso Alegre refletindo e agradecendo por todos os nossos encontros serem tão geniais, de pessoas que realmente curtem se ver e se deliciam por acompanhar, ano a ano, a metamorfose de vida dos colegas. Quer dizer, colegas não, AMIGOS!



E quanta coisa pode acontecer (e acontece!) na nossa vida durante um ano, né mesmo? Pode acontecer uma promoção no trabalho, ou uma troca ou a perda do emprego. Pode acontecer um casamento, uma separação, um filho. Pode ser um ano feliz ou triste, ou os dois ao mesmo tempo. E pode até o ano não acontecer. Essa é a roda da vida.



Enfim... como é gostoso ter sempre notícias das pessoas que amamos, poder encontrar e dar aquele abraço mega apertado, contar, ouvir... ver que estamos envelhecendo, mas sempre jovens! E penso que para que este encontro ficasse tão firme assim todos os anos foi preciso sempre de uma série de fatores, mas principalmente: prioridade, vontade e saudade.



Me sinto privilegiada por fazer parte de uma turma unida assim e por ter um mega professor legal (Êêêê JB!!!!!), que nos incentiva e nos ajuda, todos os anos, para que o encontro aconteça. E temos tbem a mega ajuda do nosso amigo Cruz e de sua linda família que estão sempre se desdobrando pra organizar a nossa FESTA CHEIA!!!



Todo mundo sai do encontro, todos os anos, com "ataque de ternura". Tomo a liberdade de mostrar partes do e-mail tão gostoso e emocionante que o professor escreveu pra gente, que me fez ter arrepios e um nó na garganta estonteante. Olha só:



Alo pessoal querido, muito querido mesmo.
Já que todo mundo está se manifestando a respeito do encontro delicioso que tivemos, vou mandar tb minha apreciação antes de viajar, amanhã, e só voltar segunda que vem.



Como todo ano, foi uma delícia encontrar amigos e amigas de verdade. Todo o esforço compensa a alegria de ver todos se abraçando. É a turma mais unida que se tem na história do curso. Olha que já convivi com várias turmas que até tentaram se reunir em anos seguintes à formatura, mas o ânimo foi arrefecendo (apesar do apoio, como o de vcs, que a gente deu) e terminou. Ninguém falou mais nada.
No nosso caso, falando sério e sem brincadeira, assemelha-se a uma grande família: houve e há namoros e desnamoros (Roni e ???), casamento ensaiado a caminho (Ricardo e noiva, Michel e Tais), imaginado (Valéria e ?), plenamente realizado (Roni e Carol, Cassiana e Ronaldo), acordado (Eliane e Eduardo), bebes e filhos crescidos (do Lu, do Zeca, do Cruz, etc), adolescentes enamorados (da Ana) e... agora, a grande felicidade que abobalha qualquer humano, principalmente aquele que se achava dono da realidade, como eu, a geração dos netos (da Clédina, do Cruz e o meu Gabriel). É ou não é uma GRANDE FAMÌLIA.
Já disse isso em outra oportunidade, vocês não têm ideia do bem que fazem ao coração deste professor que ama a todos. Se notaram bem, fico envolvido com a preparação dos "mojitos" como um modo de agradar a cada um e de agradecer a lembrança que voces têm de nossa convivência de outrora, que ainda perdura e que a gente percebe é gratuita e carinhosa. A vontade que tenho é de beijá-los como a um filho, mas me contenho com um abraço, se bem que as vezes salpico um beijo mais caloroso nelas e um mais comedido neles.
Os alunos e ex-alunos de hoje estão tão distantes de seus professores que as vezes a gente se sente um incômodo na classe, como se estivesse atrapalhando a relação social deles. E olha que (tenho consciência de meu carisma como professor), entre os colegas, ainda vivo uma proximidade maior com as classes. Tenho pena dos colegas que não têm esse privilégio de falar de igual-para-igual com os alunos. Com vocês não, fico muito a vontade.
Por isso não meço esforços para ter essa turma junta todo ano. Com o apoio logístico do Cruz e de sua família (que tb entra nos preparativos) temos condições de nos reunir todo ano. Este ano, especialmente, com a cessão da casa pela Luciana, praticamente não tivemos muito trabalho de preparação. Sim faltaram algumas coisas - água, cerveja, carne e rum para os "mojitos" -, mas conseguimos prover imediatamente com ajuda de alguns (aos quais agradecemos de coração), pois foi difícil predimensionar quantos viriam realmente. Zeca e os filhos, mais Suzana, foram surpresas agradáveis (venham sempre), Kaike deixou o teatro e estrelou no pedaço, Eliane e Eduardo nos contemplaram com uma tranquilidade zen. Acredito que ninguém passou fome nem falta de bebida. Por outro lado, sobrou alegria manifesta nas conversas, mesmo que episódicas. Sobrou felicidade de se saber parte de uma GRANDE FAMÌLIA, que é o que somos.
Muito obrigado Luciana pelo empréstimo do quintal especial (as crianças tb gostaram muito).
Obrigado Cruz pelo apoio aí em Pouso e pela faxina final.
O que me anima é saber que, faça chuva ou faça sol, em Minas ou Pernambuco (quem sabe?), o ano que vem tem mais.
Afinal vamos "debutar" como turma de ex.
Um grande beijo e abraço a todos.
João Baptista (Jotabê)



Então? Ficou com vontade de encontrar sua turma da Facul desse jeito gostoso?



Que tal fazer a coisa acontecer?



Beijos!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

O bem de voltar...













Estou de volta pessoal! Quase três anos sem postar. Mas em tantas idas e vindas, tanta coisa que aconteceu, tanta gente que conheci, tanto que amadureci, uma coisa acho que aprendi : a vida é um fluir! Quando flui é mágico e quando não flui é mecânico. E quando é mecânico não tem vida, não tem vontade gostosa, não tem leveza, né messss? Então fluiu de novo a vontade de voltar pro blog, de voltar a fotografar e na frente disso tudo, a vontade de voltar pra Pedralva! Depois de quase dois anos de experiências muito marcantes em São Paulo consegui visualizar o estilo de vida que quero ter (e juro que não é aquele que vivi na "capitar"). Engraçado como às vezes na vida damos taaaaantas voltas para chegar ao começo, né? rsrsrs... e aqui estou eu!




O recadinho hoje vai pros amigos e familiares que, de uma certa forma, se preocuparam com esta minha nova mudança radical e com esse meu jeito de estar sempre indo e voltando. Teve gente até que brincou que eu e as meninas somos umas "ciganas". Mas se cigano for feliz assim do jeito que eu tô, então podem me chamar assim à vontade! rsrsr... Olha gente, cada vez que eu mudo a vida fica melhor. O movimento me alimenta. E a cada dia vou chegando mais perto da minha maior busca, que é o caminho interior que todos nós precisamos percorrer pra descobrir quem somos de verdade. Papo de bicho grilo? Juro que não é! rsrsr...





Morar em São Paulo me fez ver o quanto eu gosto da natureza, do silêncio, de sentimentos verdadeiros, de amizades de raíz, aquelas que nada substitui, de família beeeem pertinho da gente. Morar em São Paulo foi um grande presente pra minha vida, porque me fez querer voltar pra onde tudo começou, pra minha essência mais integrada. Estou agora morando no lugar onde fui mais feliz, que foi a minha infância pertinho da minha mãe (juro que vou fazer uma postagem em breve só descrevendo o lugar!!) E fui recebida com tanto amor e alegria pelo meu pai, lindo demais da conta, que fiquei até sem jeito! Ele ajeitou tudo pra nós com taaanto carinho! Muito emocionante! Meus irmãos também foram fantásticos! Todos! E estamos cheios de planos e belos desafios pela frente.



Agora consigo ver tudo com olhos de prosperidade. Não só a prosperidade material, mas muito mais a prosperidade que alimenta a alma, tranquiliza a mente, equilibra o coração.



Enfim... e nada como voltar de cara nova, de casa nova e de coração aberto. Está ai o blog mais claro (que coisa aquele layout preto daquele jeito que era, né?) e com as palavras e sentimentos fluindo de novo.




É isso então gente querida... estou muito em paz, feliz comigo e com os outros. Eu sei que dá muito trabalho manter uma vida em paz e sei que as provações sempre vão aparecer, mas tomara que o equilíbrio que estou adquirindo seja minha principal defesa. Agora e daqui a pouco.




Muitos beijos!

quinta-feira, 30 de julho de 2009

De malas prontas







De malas prontas? Como assim de malas prontas? Pois é, estou de malas prontas pra embarcar amanhã para o Brasil. O vento soprou e mudaram os planos. Dentro de mim sensações múltiplas, sentimentos dúbios e confusos. Uma parte de mim está exultante, saltitante com o pensamento de reencontrar minhas filhinhas queridas, meu pai tão amado e toda minha linda família e amigos que são tão importantes pra mim. Outra parte de mim está triste com a sensaçao de que a meta não foi completamente cumprida, esta parte está ciente de que era necessário ficar mais tempo pr0 inglês desenvolver mais. Mas sem o din din, que é o motivo da minha volta, eu não posso concluir esta meta. Não agora. Não pintou mais trabalho, meu programa de estudos terminando, dai pensei bastante e vi que tinha que voltar e retomar minha vida no Brasil. Mas vou continuar estudando porque aqui consegui uma base muito boa e aprendi a gostar do inglês, o que pra mim já é um progresso gigante. Mas a história não acaba por aqui, vou voltar, pra cá ou pra outro País, e da próxima vez minha vida vai junto comigo (Ci e Bia).



Este último mês eu aproveitei pra ir nos lugares que ainda não tinha ido. No comecinho de julho fui pros EUA visitar a Karina, o Lê e o João, lindo da Tia Ana. Fui de busão e demorei 17 horas pra chegar em Decatur, que fica mais ou menos perto de Chicago, em Illinois. Foi uma experiência incrível viajar este tempão de busão, ir vendo as cidadezinhas, as pessoas, as paisagens. É claro, tudo isso com trilha sonora... rsrsrsr. Sempre! Tive que me virar no inglês e deu tudo certo, pimba!!! Mas topei com americano mau educado, na maior má vontade pra dar informação, mas também com pessoas simpáticas, com um sorriso sincero e bondoso. Sabe quando alguém sorri pra você sem motivo, tipo uma pessoa que você nunca viu? Nossa, isso é tão gostoso, principalmente quando você está tão longe da sua terra. Numa das baldiações da viagem eu estava na fila pra entrar no ônibus e uma senhorinha linda que chegou atras de mim me deu este sorriso, não trocamos uma só palavra, mas foi tão mágico! Aí fiquei viajando num monte de pensamentos, como que a gente perde tanto tempo e energia ficando com a cara fechada, né? O sentimento que a senhorinha despertou em mim foi tão gostoso, aí pensei quanta oportunidade a gente perde na vida de despertar este sentimento em outras pessoas, né?



Então, mas depois de 17 horas cheguei e encontrei o abraço delicioso do João que veio correndo ao meu encontro. Nossa, que delícia! Que lindo ele está, grande, falante, figura! Encontrei também as lágrimas de emoção da karina, minha irmã de alma, e o abraço sincero do Lê! Sensação indescritível reencontrá-los, ainda mais em terras tão distantes. Foram dias maravilhosos. Nos três primeiros dias eu e Karina íamos dormir depois das 4 da madrugada... hahahah... conversamos mais do que o homem da cobra, como diz o ditado! rsrsrr... Mas Karina mexeu completamente com meus sentimentos nesta viagem. Numa das conversas da madrugada ela cutucou minhas feridas até quase sangrar, sabe? Sabe aquelas verdades que só amigo de verdade diz pra gente? Coisas que a gente fica tentando esconder da gente mesmo, se auto enganando... e dai chega alguém e puxa aquela máscara sem dó e nem piedade??? Pois é, tratamento de choque... hahahah. Mas foi providencial, porque ela me fez rever alguns conceitos, já empoeirados, envelhecidos e doentes.



EUA é um show, gente! Não é a toda que é a primeira potência mundial. Fiquei encantada com a organização das cidades, as facilidades e praticidades que se tem acesso. Um dia antes de ir embora, Karina e Lê me levaram pra conhecer Chicago. Nossa, Chicago é demais! A cidade respira modernidade e diversidade cultural e artística. Adorei, adorei, adorei! Mas eu sei que foi tudo tão legal porque eu tava com eles, que foram maravilhosos em todos os momentos. Não adianta, o Milton Nascimento sabia muito bem das coisas quando criou em uma de suas músicas a frase: AMIGO É O MELHOR LUGAR. Eu podia ter ido visitar a Karina na "Conchinchina" que ia ser maravilhoso do mesmo jeito.



Fui também pra Nova York no final de semana passado, último findi longe de casa. Foi legal e não foi. Fui numa excursão da escola, com aquela criançaaada, uma espanholada danada que dava até aflição. Mas fui sem conhecer ninguém e não passou disso. Acabei ficando na minha porque minha energia acabou não batendo com ninguém. Fui pra NY sem um puto e a galera numa fissura pra comprar, comprar, comprar... nossa, maior consumismo exarcebado! A programçao da excursão foi 50% voltada pra compras, na Time Square e em outros centros de compras gigantes. Unica coisa que comprei em NY foram dois imãs de geladeira, rsrsrsr... fiquei um pouco incomodada com a fissura das pessoas em comprar, sabe? Nossa, me senti mal. Talvez por isso a minha energia não tenha batido com ninguém. Queria ter estado em NY com algum amigo querido, como a Karina ou tantos outros amigos que com certeza fariam esta viagem ser beeeem mais interessante. Mas foi legal sim, talvez eu precisasse também deste tempo sózinha comigo, né?



Ana e suas coisas! Gente, fiquei perdida no Central Park! Nossa, coisa mais louca. Eu entrei no parque, meio de leve, só pra conhecer e depois ia procurar o museu do John Lennon que eu tava louca pra ir. Só que o Guia não me deu informação direito, ou deu e eu não entendi... vai saber, em inglês isso é sempre possível! Ai fui que fui me achando, quando eu consegui sair do parque tava em outra ponta longíssimo de onde era o ponto de encontro da excursão, e eu tinha só uma hora pra voltar, sendo que eu tinha levado duas pra chegar até ali. Nossa, sufoco! E o pior, eu tinha dois dólares na bolsa... dai parei um taxi e perguntei se ele aceitava cartão, aceitava e fui. E eu não conseguia explicar pro motorista onde era o ponto de encontro da exursão, aaaafe... caipira em Nova York é problema, hein! hahahah... mas aí ele passou em frente e eu reconheci o lugar. Aleluia! Aventura... depois que passou e cheguei no ponto, me deu um acesso de riso de mim mesma, nossa, coisa engraçada depois, mas na hora foi desesperador.



Então gente, mas é isso aí! Minha aventura no Canadá tá chegando ao fim. Já sinto saudades antecipadas da Kênia, do Darren e muuuuuuuuuuita, mas muita mesmo do Lucas! Nós dois tivemos uma empatia visível e inexplicável. Lucas despertou sentimentos muito bonitos em mim. Reforçou minha fé na vida, nas pessoas, em Deus! Com ele lembrei com saudade da Ci e da Bia bebês, da sensação maravilhosa de pegar uma vidinha tão frágil nas mãos e de poder protegê-la, acariciá-la, sentir aquela pele maciiiiia e aquele cheirinho tão próprio dos bebês... aaaai, foi muito gostoso. Eu aprendi a amar esta família e hoje me sinto um pouco parte dela também! Jura, Cid, Daniel, Ieda, bebezinho que vem por aí, Leila, Will, Jane, Kenia, Darren, Lucas e até os que eu não conheço, Acir Junior e Pateras!! Meus amigos de alma, sentimento bonito e completo. Fico pensando como a vida vai traçando nossos caminhos e como uma coisa vai levando a outra. Umas pessoas se vão, outras chegam... com cada uma aprendemos alguma coisa, por menor que seja, mas que nos marca por toda a vida. Aqui no Canadá não fiz muitos amigos, mas os que fiz, vou levar comigo de um jeito muito especial. Cassinha querida, Ali, Josy, Perla e Avi e minha familinha, Kenia, Darren, a querida da mãe do Darren e o Lucas. Poucas e boas pessoas. Mas que fizeram eu me sentir, de alguma forma, especial.



Valeu tudo muito a pena, e vai continuar valendo... porque, com a bolsa dourada, ainda tem muita água pra passar por debaixo da ponte.









terça-feira, 16 de junho de 2009

Weekend Cultural!







Durante 10 dias, todos os anos, Toronto se abre por inteira com a proposta de espalhar as mais diversas manifestações culturais, pelos quatros cantos desta encantadora aldeia multicultural. Estou falando do LUMINATO - Festival de Artes e Criatividade de Toronto, que este ano cedeu um belo espaço para a música brasileira, com a participação de músicos talentossímos, no evento chamado: Brazilian Guitar Marathon, que aconteceu neste sábado, num parque no centro da cidade. O dia tava lindo, aquele céu azul super inspirador, dia propício pra respirar cultura e permitir-se vagar. Então, fui lá, sózinha, assistir a apresentação. Dei este presente aos meus ouvidos com a nossa música brasileira tão linda, com tanta gente boa, com tamanha sensibilidade que emociona de um jeito que dá orgulho na gente, de ser de onde a gente é.


Consegui um lugarzinho embaixo de uma árvore e ali fiquei, me deliciando, por quase 4 horas. Foram 4 apresentações: Luciana Souza, Celso Machado, Yamandú Costa e os irmãos Sérgio e Odair Assad, premiados com o Grammy Latino. MPB de raíz, música clássica, arranjos ousados. Tudo uma delícia de ouvir. Mas o mais gostoso era ver a gringaiada aplaudir de pé a NOSSA MÚSICA! Delicia de ver isso! Juro, eu ficava até arrepiada.


Mas sabe, fiquei aqui escarafunchando na minha cachola pra tentar lembrar, mas acho que este foi o único show que assisti na minha vida completamente sozinha. Por um lado foi gostoso. Mas por outro eu senti falta de uma pessoa. Queria alguém comigo ali naquele espetáculo, alguém que iria ficar tão emocionado como eu de ouvir coisas tão bonitas. Senti vontade de dividir essa emoção... mas pensando bem, eu dividi sim, dividi por pensamento, por energia.


Então, no domingo fui a outro espetáculo, desta vez foi a apresentação do Cique De Soleil - de grátis. Na verdade fiquei um pouco frustrada, porque como era ao ar livre e tinha muita gente, não consegui ver muito bem. Consegui poucas boas fotos. Mas o pouco que consegui assisitir, foi de tirar o chapéu! Nossa, numa próxima vez que tiver oportunidade (e dinheiro, né???) quero ir assistir com calma.


Toronto é assim. Não pára de surpreender.
Sinto que preciso me entregar mais pra essa cidade.
Me entregar mais pra essa oportunidade.


Me entregar.


Bolsa douraaaaaaada!

sábado, 13 de junho de 2009

Pedaços de mim




É muito estranho viver longe da Cibele e da Beatriz. Tem dias que eu me pego pensando, que, aqui em Toronto, sem elas, eu não me sinto eu. E aí sinto que esse eu, sem filhas, sem amigos, sem família, é tão desinteressante e sem graça. Cibele e Beatriz são uma vitória na minha vida. E aqui, sem elas, parece que eu nunca conquistei nada. É claro que estas são apenas sensações equisitas, momentâneas, que passam pela cabeça. Mas a vida sem elas é muito sem graça.
As vezes me pego pensando em o que elas realmente pensam sobre mim e sobre esse meu tempo distante. Coisas que eu nunca vou saber. Mas no meu íntimo eu torço muito, com todo coração, para que elas entendam porque eu estou aqui longe delas. Às vezes sinto que elas entendem. Mas as vezes eu as sinto distantes, um pouco boiando sem entender muito bem porque eu deixei um ótimo emprego, nossa vidinha tão organizadinha e tudo que parecia ir tão bem, em busca de um desafio tão dificil, num lugar tão longe. Como será que é isso dentro da cabeça e do coração, de duas meninas lindas, com 13 e 9 anos???!!!
Eu sei que elas são muito fortes pra aguentar. Me orgulho muito delas por isso, mas meu coração fica cheio de dúvidas. Eu quero muito que elas sejam mulheres fortes. Que sejam mais decididas do que eu. E que aprendam com meus erros. Mas não quero que elas sejam carentes... carentes de amor de mãe.
Como contei no último post, decidi ficar em Toronto até outubro. Daí pedi a ajuda do meu pai pra contar isso pra elas com jeitinho, porque eu queria que elas entendessem direitinho e não ficassem griladas. Mas quando conversei com a Bia e toquei no assunto, ela começou a chorar e eu me parti em 1000 pedaços. Como é difícil ouvir um filho chorar pelo skype, sem poder abraçar e beijar dizendo baixinho: calma, vai ficar tudo bem! E o meu pai, sempre lindo, amigo e atencioso, fazendo a minha vez lá do ladinho dela. Nossa, que difícil. Aí ela falou assim: mas eu sou muito nova pra ficar assim sem mãe!!!
Eu só pude responder que isso ela só vai entender daqui uns anos, quando a nossa vida estiver muito melhor por causa deste esforço que estamos passando, agora, de ficarmos longe. Tudo vai ficar bem. Eu sei que vai.
O que eu sinto por elas é algo muito maior do que elas possam imaginar.
Muito maior.