terça-feira, 24 de abril de 2012

Mostre que você ama Pedralva!!!

Uns meses depois que voltei a morar em Pedralva a Márcia Bustamante (querida Má!), me convidou pra fazer parte do Conselho Municipal de Turismo (COMTUR), que é um conselho da comunidade para criar projetos e acompanhar o trabalho do Departamento de Turismo e Cultura de Pedralva. De cara adorei o desafio e olha... fiquei encantada com o trabalho da moçada! O Ricardo Bustamante, na frente do Departamento, a Márcia e toda galera que compõe o conselho, cheios de boas idéias e o melhor, com ótimas intenções, estão dando provas de amor lindas por Pedralva, com este trabalho voluntário. Tô mega feliz em poder ajudá-los de alguma forma, principalmente com o conhecimento que adquiri na minha profissão, que acho que pode servir bastante neste caso.

Mas eu queria mesmo falar é que  eu acho uma judiação a falta de envolvimento da comunidade com um projeto tão bacana para alavancar a economia da nossa cidade! Nossa, as pessoas quase não vão nas reuniões, que são abertas pra população. O desenvolvimento do turismo aqui vai ser bom pra todo mundo, gente!!!!... como será maravilhoso se os pedralvenses despertarem pra esta realidade!

E é isso que queremos fazer! Acordar o povo!!!!

Pedralva é linda de VIVER!! Quem vem aqui se apaixona!! Temos que tirar proveito disso pra trazer progresso pra nossa cidade do coração!!!

Hoje tô passando rapidinho pra dar uma cutucada e convidar quem ler o blog pruma reunião beeeeem legal que vai ter hoje, na Câmara Municipal, às 19h, onde vamos apresentar o Planejamento de 2012, além de lançar o blog  do COMTUR, o Flickr com fotos mega lindas de Pedralva, enfim... tem que ir pra conferir.

Então, quem tá em Pedralva, em vez de ficar vendo aquelas novelas medonhas da Globo, que não acrescentam nada de útil pra vida de ninguém, vem com a gente, fazer história!!!!

Vem que a nossa alegria será imensa!

Beijão pro cêis!

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Das coisas que vem e vão...



Ontem eu fui convidada pra fazer uma palestra pra moçadinha do segundo colegial, na escola da Cibele, minha filha, sobre o meu trabalho como escritora. Na aula de Literatura eles estão estudando os tipos de biografias e lá fui, contar um pouquinho sobre a experiência que tenho adquirido neste sentido. Foi uma delícia, os alunos foram super atenciosos e participativos e eu fiquei realmente muito feliz em ter aceito o convite, e em perceber o quanto esta galerinha está antenada em querer aprender.

Mas o que eu queria dizer disso é que um dos alunos me perguntou se tinha algum escritor que me inspirava. De cara lembrei do Rubem Alves, embora meu estilo seja bem diferente do dele. Afinal de contas eu não posso viajar tanto quanto ele! rsrsr... Lembrei do Rubem Alves porque acho que foi ele quem despertou minha alma para as metáforas bonitas da vida. O descobri na época da faculdade e a empatia foi tão grande que eu, naquele tempo, comprei praticamente todos os livros que ele já tinha publicado e os devorava, deliciosamente.

Depois de um tempo me formei, fui viver no Mato Grosso, virei gente grande com uma família pra criar e acabei abandonando o Rubem... rsrsrs... ficou engraçado isso! Quero dizer, sem muito tempo pra mim, deixei de comprar seus livros e assim a vida seguiu. Só que as metáforas lindas ficaram pra sempre em mim e, vira e mexe, estão presentes de alguma forma, acho que pra mostrar a sabedoria do movimento na vida da gente.

No livro "Tempus Fugit" (Olha que coisa linda: "quem sabe que o tempo está fugindo descobre, subitamente, a beleza única do momento que nunca mais será", tá escrito na contra capa do livro), ele compara as coisas que vem e vão na vida da gente com os efêmeros Ipês, que nos trazem por poucos dias extrema beleza e, no restante do ano, são árvores comuns, apenas deixando saudade dos dias coloridos. Mas na florada do Ipê a gente pensa: "pôxa, valeu à pena o universo ter sido criado, só por causa disso!!!", não é mesmo? E só de lembrar a gente já fica feliz, porque sabe que as flores vão sempre voltar.

E por coincidência essa semana todas as minhas violetas voltaram a florir, imagina se eu não lembrei do Rubem Alves, né? Me deu uma alegria! ... (só um parênteses, que TUDO, que MARAVILHOSO, que DIVINO, poder ter um tempinho pra cuidar de plantas! Tô no céu!!! :) ).

Mas é isso! O amor, o encantamento, a alegria, por mais que fiquem tempos afastados de nós, sempre dão um jeitinho de voltar. A gente sente falta dos dias de florada, fica até um pouco tristinho, porque os danados destes sentimentos fazem uma falta danada, né? Mas o jeito é ficar feliz, porque um dia, de alguma maneira, eles irão voltar.

Deixo aqui então de presente pra vocês o finalzinho de uma das crônicas mais lindas dele que já li. Ela se chama: Onde mora o amor.

"Mas aí, sem que se saiba por que, a gota de chuva cai, o vento se vai, e ficamos de mãos vazias. E só nos resta esperar. Como esperamos que o ipê floresça de novo. As flores desapareceram, mas voltarão. Amor é isto: a dialética entre a alegria do encontro e a dor da separação. E neste espaço o amor só sobrevive graças a algo que se chama fidelidade: a espera do regresso. De alguma forma a gota de chuva aparecerá de novo, o vento permitirá que velejemos de novo, mar afora. Morte e ressurreição. Na dialética do amor, a própria dialética do divino. Quem não pode suportar a dor da separação não está preparado para o amor. Porque amor é algo que não se tem nunca. É evento de graça. Aparece quando quer, e só nos resta ficar à espera. E quando ele volta, a alegria volta com ele. E sentimos então que valeu a pena suportar a dor da ausência, pela alegria do reencontro." (Tempus Fugit - Rubem Alves)






domingo, 15 de abril de 2012

Entrega


Hoje fiquei pensando muito em uma nova prática que tenho me esforçado (e desejado) para que se torne um hábito na minha vida: a entrega. Ao meu ver, a entrega é quando a gente entende que todos os acontecimentos da nossa vida obedecem a uma ordem natural e que o universo, Deus, e todas as forças vitais que nos comandam, independentemente de crenças e religiões, sabem exatamente o que é melhor pra nossa vida. As vezes o melhor nem sempre é o que a gente quer tanto, né?

Por isso a entrega é um exercício de desapego. Às vezes dolorido, né? Assim como é dolorido olhar pra dentro da gente, naqueles lugares que só nós temos acesso, e ver quanta coisa temos que resolver internamente ainda...

Então pensei que não queria sofrer pra me desapegar, e resolvi poetizar a minha entrega, pra que ela fique mais bonita e livre. Bolei mentalmente um exercício que anda funcionando bem. Agora, sempre que penso nas coisas que preciso fazer, nos meus desejos e planos, imagino que estão na palma da minha mão representados por muitas borboletas azuis. Me imagino então no alto de uma montanha linda para meu ritual de entrega, onde deixo todas elas voarem... e elas saem, uma a uma, num vôo lindo de liberdade... e vão... vão... vão... até que eu entendo que não pertencem mais a mim! Aí tudo se acalma...

O desapego ficou bonito!

É aconchegante demais pensar que todas as minhas borboletas estão voando livres pelo universo afora, que, com certeza, irá conduzi-las com maestria, fazendo com que elas retornem pra mim da forma mais certa e natural possível, sem complicações. Assim, terei a confiança de que tudo que acontecer terá uma permissão divina... universal.

Uma ótima semana de luz pra todos!


quinta-feira, 12 de abril de 2012

A vida sempre por um fio


Gente!!! Ontem quase fui mordida por uma cobra venenosa. Cheguei em casa à noite, depois de uma reunião, e as meninas esqueceram de deixar a luz acesa da garagem. Então deixei o farol aceso, acendi a luz e voltei pra fechar o carro. Quando voltei, tava ela ali, me olhando furiosa, e, em alguns segundos armou o bote. Ficou em pé, tão bonita e imponente, apesar de pequena, pronta pra se defender de quem praticamente a assassinou com a cabeça esmagada. Olha isso, eu quaaaase pisei nela no escuro!! Dei um jeito de voltar pra perto do carro e fiquei observando de longe. Aos poucos ela foi se acalmando, desarmou o bote devagarinho e seguiu pela grama afora. Ui!! Essa foi por pouco, hein?

Essas coisas sempre fazem a gente refletir um "cadim"e dar uma boa viajada nas coisas da vida. Mas sabe que tive uma viagem feliz? Pensei que, caso a "furiosa" tivesse disparado aquele bote imponente, acertando em cheio em mim, e se o veneno dela fosse fatal e eu não sobrevivesse, como que ia ser morrer poucos dias depois de ter completado meus 40 anos. Olha, embora eu seja nova (ou me sinta nova! rsrs...), tenha muuuuita vontade ainda de viver muitas coisas, eu acho que já vivi muito bem e não seria o "fim do mundo" morrer (hahah... essa é ótima!).

Sabe? Errei um bocado mas tive muitos acertos, experimentei viver de várias formas, conheci um mundaréu de gente, tive filho, escrevi livro, plantei árvore, enxerguei meus defeitos, reconheci minhas fraquezas, ri muito, chorei, sofri e sobrevivi, me entreguei na maioria das vezes, de corpo e alma, pras coisas que fiz. Amei. É claro que eu não queria morrer, mas se morresse acho que ia ter ido em paz.

É bom parar um pouquinho pra pensar, todos os dias, como seria morrer agora. Esse exercício pode trazer lições interessantes, para percebermos como somos frágeis e como estamos constantemente suscetíveis ao "o que virá". A vida é uma incógnita, mas mesmo sendo tão misteriosa, temos o poder de fazer dela "O" acontecimento. O acontecimento diário, pra morrer bem, pra morrer satisfeito. Ninguém quer morrer, mas todo mundo vai um dia... e é vivendo todos os dias bem que a gente vai ter uma morte boa.

Aí olho nesse momento pra minha varanda azul e penso na cobra, que está neste espaço em algum lugar, sã e salva. Que bom que ela apareceu ontem à noite pra me fazer pensar um pouco. Mas que bom também que não aconteceu nada de ruim com a gente. Nem ela atrapalhou a minha vida e nem eu a dela, né?

Se Deus quiser, ainda vamos viver muitos anos, muitas coisas ótimas!



quarta-feira, 28 de março de 2012

Pedralva que a gente ama


Quem é daqui sabe o valor que essa terra tem. Mas quem é daqui e viveu ou vive há muitos anos longe, sabe MUITO mais o valor grandioso de Pedralva, da simplicidade e bondade das pessoas, das maravilhas das nossas belezas naturais, enfim, de como é bom estar aqui. Vivendo longe a gente morre de saudade, conta os minutos pra voltar, não é assim?

Quando decidi voltar pra viver em Pedralva tudo se clareou dentro de mim. Tudo se alegrou! Vim por amor, por ideologia e por acreditar em todas as coisas boas que podem acontecer neste nosso paraíso escondidinho no meio das montanhas. Vim com vontade de dar alguma contribuição pro progresso dessa terra, por menor que seja, mas que possa fazer alguma diferença na vida dessa gente linda. Vim sabendo que coisa pra fazer tinha, e que era só esperar o tempo certo pra poder ajudar de alguma maneira.

Tem tanta coisa pra melhorar, né? Tantos problemas! Mas a gente ama Pedralva mesmo assim! A gente ama mesmo com as ruas esburacadas, a gente ama com a administração inadequada que judia da pobrezinha, com a falta de valor que alguns cidadãos dão pra ela. A gente ama e sofre.

Sofre porque Pedralva é tão linda e tem taaaaaanto potencial, pra um mooooonte de coisas! Sofre, sofre, sofre e às vezes fica quietinho sem fazer nada, né? É tanta gente boa e bem intencionada calada! Não dá pra acreditar.

Se todas essas pessoas "do bem" se unissem pra virar o jogo, meu Deus! Que coisa linda que ia ser! Eu acredito que isso é possível. Você não acredita?

É hora de sair do silêncio, gente querida de Pedralva! É ano de eleição!!!

Pedralva precisa ser tratada como ela merece!
Porque ela, ME-RE-CE!!!!

segunda-feira, 26 de março de 2012

Siga meus olhares!

Para meditarLuzSopro de felicidadeSublimePintura de DeusMoldura
FamíliaVidaLevezatransparenciaFimPar
SilhuetaQuase postalBandeiraProximidadeSoberaniaDeslumbre
LuaSintoniaBrilho ofuscante duploMolduraReiNo fim

Conheça no Flickr o meu trabalho fotográfico. Fique à vontade!

Nave espacial



Hoje acordei mergulhada na minha infância. Lembrei da forma como eu via a vida cheia de encantamento e beleza, e é claro, com uma miscelânea de mistérios, que despertavam em mim um enorme apetite em desvendá-los, um a um. A vontade de ver o que tem atrás da montanha, que nunca me abandonou. As lembranças de infância nos remetem pra coisas boas da gente, né?

Me vi correndo por todos os lados aqui do sítio, tão pequena, tão sapeca... tão, como dizia a mamãe, "embosteirinha". Lembranças ainda tão vivas! Olhei pra tudo com os olhos de antigamente.

A nossa gigante piscina que hoje se transformou na mansão dos sapos, que me fazem adormecer nas noites chuvosas semi silenciosas , com o mantra que eles entoam para, naturalmente, atrair o amor (Essa é a minha versão "romantizada" da disputa dos machos pelas fêmeas do pedaço! rsrsr.. obrigado pela bela explicação porque os sapos cantam tanto nas noites de chuva, Capela! ).

Nessa piscina tenho uma das lembranças mais lindas da minha mãe. Eu devia ter uns 6 ou 7 anos. Numa das férias inesquecíveis que eu e meus irmãos passávamos na Fazenda Santo Antonio, do Tio Elpídio, eu quis vir embora antes do fim de semana (quando éramos entregues aos nossos pais), porque fiquei com uma saudade louca e inexplicável da mamãe. Então a Tia Vera me colocou sozinha no ônibus "Leiteiro", que trazia os moradores da fazenda pra cidade e a produção de leite de lá, que era destinada como matéria prima pro laticínio do meu pai. Então o ponto final era aqui mesmo. Cheguei, rodei a casa inteira e nada da Dona Cibele! Aí de repente escutei uma "risadaiada" na piscina, corri lá e minha mãe estava nadando com as queridas tias Marias, irmãs dela. Quando me viu, ela deu um sorrisão, meio assutado, e perguntou porque eu já tinha vindo embora, aí eu falei que tava com saudade dela. E ela, com tanto amor, me deu um sorriso maravilhoso e falou: "Ô filhinha!! Então vem aqui meu amor!", aí eu pulei de roupa e tudo na piscina, pra encontrar aquele abraço e aquele colo gostoso. E ali ficamos emaranhadas, com a água quentinha nos envolvendo em uma energia de paz. Era como se o mundo tivesse deixado de existir e só nós duas habitávamos o universo de amor que se transformou a piscina. Saudade... a presença da ausência. É a piscina, que não é mais piscina, que me lembra que não posso mais voltar pra casa antes do fim de semana, porque não vou mais encontrar a mamãe em casa.

A mamãe agora só encontro no coração, onde, juntas, estaremos eternamente abraçadinhas dentro da mansão dos sapos.

Tantas lembranças! Quando comecei a produzir este post de hoje eu queria contar outra história, aí a alma foi vagando, fui deixando fluir e caí na piscina com a mamy's. Ah, tá valendo, né? Então vamos pra onde eu ia começar.

O brinquedo que mais me fascinava era a nave espacial criada pelo Toninho, meu irmão. A nave era o secador de café que hoje fica em frente a janela do cantinho onde trabalho, contando histórias. Ele era imponente, e, para a visão de nossos corpinhos pequenos, era uma máquina gigante e poderosa! Toninho era muito criativo e transformou o espaço onde caía o café, já seco, na cabine da nave espacial, com direito a um moderno painel de controle, direção e toda uma parafernália que alimentava nossa imaginação rumo ao espaço sideral. Para entrar na nave a gente se espremia por um orifício com cerca de uns 30 centímetros. Imagina isso! Toninho era meu herói, o admirava como um astronauta dos mais inteligentes e famosos! Mas ele tinha um ciúme louco da nave, e, que ele não me ouça, minha maior alegria era que a gente estudava em turnos diferentes, então tinha um período livre pra entrar na nave sem maiores repreensões. Lá eu me sentia como meu herói, com um universo imenso para explorar!

A nave era a nossa alegria. Do Toninho, minha, da Cristi e dos primos Juninho, Lica e Gói. Os únicos tripulantes que tinham acesso ao nosso intergalático mundo encantado. A tristeza ficava por conta dos meses de safra, onde o papai desmontava nossa nave pra secar o café. Aí a gente tinha que inventar outras brincadeiras.

Chinelo não parava nunca no pé. Os ardidos "mertiolates e mercúrios" foram então nossos companheiros indesejados de infância. Como nos faziam sofrer!!! Tanta coisa ! Brincar de pique no meio do milharal, descer no cantinho da estrada rodando nas enxurradas. Nossos deliciosos pique niques na árvore gigante!

E tem as coisas tristes também! As brigas com os irmãos, as artes traduzidas em castigos, as palmadas! Os cachorros que morreram... aaai os cachorros! A gente chorava tanto! Cada um que partia era um vazio enorme que ficava, que só era preenchido com a chegada de outro "amigão"de todas as horas. Hoje penso que a morte destes bichinhos na nossa infância são um ensaio, que a vida nos submete, para as grandes perdas que temos que enfrentar mais pra frente!

Quanta coisa do nosso passado que a gente esquece, deixa de lado, apaga, ignora. Quanta coisa que nos formou! Quantos pedacinhos de todas estas histórias, boas e ruins, se transformaram em mim. Somos moldados na dor e na alegria.

A gente fica adulto e esquece daquilo que não foi bom, mas esquece também da nossa parte mais feliz. Aí vem o vazio, a depressão, amargura, apatia... e não sabemos porque, né? Chega uma hora que a infância invade o mundo chato dos adultos e faz um estardalhaço, grita, grita, grita , um grito forte, um grito pra salvar do perigo, pra resgatar.

E quem topa ouvir e embarcar nessa viagem de volta, descobre que as histórias de infância ainda estão vivas, e que são elas que vão trazer pra gente grande parte das respostas pras perguntas que acumulamos na "vida de gente grande".

E estas respostas decifram enigmas e podem nos transformar nos mais poderosos astronautas que já existiram no universo!